Wednesday, February 28, 2007
Aos meus queridos primos e amigos
Que caminhem sempre na Verdade e na Luz de Cristo. Que a Virgem Maria, Nossa Mãe, vos ajude a conservarem-se na Fé e no Amor do Seu Filho.
Wednesday, February 21, 2007
Há anos assim
Começa hoje
Engraçado que, cada ano que passa, gosto mais deste tempo. Há uma semana que anseio por ele e não é pelos quiz santiagrinos. É mesmo porque me sabe bem este período especial de reflexão interior, de introspecção, de renúncia, de maior dedicação à oração, que me obriga a uma lavagem e me ajuda a tentar ser um melhor cristão.
Antes não gostava da Quaresma; hoje em dia gosto cada vez mais.
Missa às 19h, em Santa Isabel - obrigatório!
Thursday, February 15, 2007
Mensagem para a Quaresma 2007
MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
O PAPA BENTO XVI
PARA A QUARESMA DE 2007
«Hão-de olhar para Aquele
que trespassaram» (Jo 19, 37)
Queridos irmãos e irmãs!
«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram» (Jo 19, 37). Este é o tema bíblico que guia este ano a nossa reflexão quaresmal. A Quaresma é tempo propício para aprender a deter-se com Maria e João, o discípulo predilecto, ao lado d’Aquele que, na Cruz, cumpre pela humanidade inteira o sacrifício da sua vida (cf. Jo 19, 25). Portanto, dirijamos o nosso olhar com participação mais viva, neste tempo de penitência e de oração, para Cristo crucificado que, morrendo no Calvário, nos revelou plenamente o amor de Deus. Detive-me sobre o tema do amor na Encíclica Deus caritas est, pondo em realce as suas duas formas fundamentais: o agape e o eros.
O amor de Deus: agape e eros
A palavra agape, muitas vezes presente no Novo Testamento, indica o amor oblativo de quem procura exclusivamente o bem do próximo; a palavra eros denota, ao contrário, o amor de quem deseja possuir o que lhe falta e anseia pela união com o amado. O amor com o qual Deus nos circunda é sem dúvida agape. De facto, pode o homem dar a Deus algo de bom que Ele já não possua? Tudo o que a criatura humana é e possui é dom divino: é portanto a criatura que tem necessidade de Deus em tudo. Mas o amor de Deus é também eros. No Antigo Testamento o Criador do universo mostra para com o povo que escolheu uma predilecção que transcende qualquer motivação humana. O profeta Oseias expressa esta paixão divina com imagens audazes, como a do amor de um homem por uma mulher adúltera (cf. 3, 1-3); Ezequiel, por seu lado, falando do relacionamento de Deus com o povo de Israel, não receia utilizar uma linguagem fervorosa e apaixonada (cf. 16, 1-22). Estes textos bíblicos indicam que o eros faz parte do próprio coração de Deus: o Omnipotente aguarda o «sim» das suas criaturas como um jovem esposo o da sua esposa. Infelizmente desde as suas origens a humanidade, seduzida pelas mentiras do Maligno, fechou-se ao amor de Deus, na ilusão de uma impossível auto-suficiência (cf. Gn 3, 1-7). Fechando-se em si mesmo, Adão afastou-se daquela fonte de vida que é o próprio Deus, e tornou-se o primeiro daqueles «que, pelo temor da morte, estavam toda a vida sujeitos à escravidão» (Hb 2, 15). Deus, contudo, não se deu por vencido, aliás o «não» do homem foi como que o estímulo decisivo que o levou a manifestar o seu amor em toda a sua força redentora.
A Cruz revela a plenitude do amor de Deus
É no mistério da Cruz que se revela plenamente o poder incontível da misericórdia do Pai celeste. Para reconquistar o amor da sua criatura, Ele aceitou pagar um preço elevadíssimo: o sangue do seu Filho Unigénito. A morte, que para o primeiro Adão era sinal extremo de solidão e de incapacidade, transformou-se assim no acto supremo de amor e de liberdade do novo Adão. Pode-se então afirmar, com São Máximo, o Confessor, que Cristo «morreu, se assim se pode dizer, divinamente, porque morreu livremente» (Ambigua, 91, 1956). Na Cruz manifesta-se o eros de Deus por nós. Eros é de facto – como se expressa o Pseudo Dionísio – aquela «força que não permite que o amante permaneça em si mesmo, mas o estimula a unir-se ao amado» (De divinis nominibus, IV, 13: PG 3, 712). Qual «eros mais insensato» (N. Cabasilas, Vita in Cristo, 648) do que aquele que levou o Filho de Deus a unir-se a nós até ao ponto de sofrer como próprias as consequências dos nossos delitos?
«Aquele que trespassaram»
Queridos irmãos e irmãs, olhemos para Cristo trespassado na Cruz! É Ele a revelação mais perturbadora do amor de Deus, um amor em que eros e agape, longe de se contraporem, se iluminam reciprocamente. Na Cruz é o próprio Deus que mendiga o amor da sua criatura: Ele tem sede do amor de cada um de nós. O apóstolo Tomé reconheceu Jesus como «Senhor e Deus» quando colocou o dedo na ferida do seu lado. Não surpreende que, entre os santos, muitos tenham encontrado no Coração de Jesus a expressão mais comovedora deste mistério de amor. Poder-se-ia até dizer que a revelação do eros de Deus ao homem é, na realidade, a expressão suprema do seu agape. Na verdade, só o amor no qual se unem o dom gratuito de si e o desejo apaixonado de reciprocidade infunde um enlevo que torna leves os sacrifícios mais pesados. Jesus disse: «E Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim» (Jo 12, 32). A resposta que o Senhor deseja ardentemente de nós é antes de tudo que acolhamos o seu amor e nos deixemos atrair por Ele. Mas aceitar o seu amor não é suficiente. É preciso corresponder a este amor e comprometer-se depois a transmiti-lo aos outros: Cristo «atrai-me para si» para se unir comigo, para que eu aprenda a amar os irmãos com o seu mesmo amor.
Sangue e água
«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram». Olhemos com confiança para o lado trespassado de Jesus, do qual brotam «sangue e água» (Jo 19, 34)! Os Padres da Igreja consideraram estes elementos como símbolos dos sacramentos do Baptismo e da Eucaristia. Com a água do Baptismo, graças à acção do Espírito Santo, abre-se para nós a intimidade do amor trinitário. No caminho quaresmal, recordando o nosso Baptismo, somos exortados a sair de nós próprios e a abrir-nos, num abandono confiante, ao abraço misericordioso do Pai (cf. São João Crisóstomo, Catechesi, 3, 14 ss.). O sangue, símbolo do amor do Bom Pastor, flui em nós especialmente no mistério eucarístico: «A Eucaristia atrai-nos para o acto oblativo de Jesus... somos envolvidos na dinâmica da sua doação» (Enc. Deus caritas est, 13). Vivamos então a Quaresma como um tempo «eucarístico», no qual, acolhendo o amor de Jesus, aprendemos a difundi-lo à nossa volta com todos os gestos e palavras. Contemplar «Aquele que trespassaram» estimular-nos-á desta forma a abrir o coração aos outros reconhecendo as feridas provocadas à dignidade do ser humano; impulsionar-nos-á, sobretudo, a combater qualquer forma de desprezo da vida e de exploração da pessoa e a aliviar os dramas da solidão e do abandono de tantas pessoas. A Quaresma seja para cada cristão uma experiência renovada do amor de Deus que nos foi dado em Cristo, amor que todos os dias devemos, por nossa vez, «dar novamente» ao próximo, sobretudo a quem mais sofre e é necessitado. Só assim poderemos participar plenamente da alegria da Páscoa. Maria, a Mãe do Belo Amor, nos guie neste itinerário quaresmal, caminho de conversão autêntica ao amor de Cristo. Desejo a vós, queridos irmãos e irmãs, um caminho quaresmal proveitoso, enquanto com afecto envio a todos uma especial Bênção Apostólica.
Vaticano, 21 de Novembro de 2006.
BENEDICTUS PP. XVI
Amor com Amor se paga
"Lei do aborto do Brasil: «Não podemos dizer que seremos pegos de surpresa», diz Movimento - São Paulo, quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007 (ZENIT.org).
O «Movimento Legislação e Vida» (da Diocese de Taubaté, interior de São Paulo), lançou um «Manifesto pela Vida - Após o referendo em Portugal», para conclamar os fiéis brasileiros a se mobilizarem e ficarem atentos a respeito das tentativas de liberar o aborto no país.
O texto inicia recordando que a aprovação da descriminalização do aborto pelo referendo de 11 de fevereiro em Portugal, apesar do alto índice de abstenção (com mais de 56%, entre 8,9 milhões de votantes), «foi um fato dolorosíssimo para a história do movimento internacional em defesa da vida».
O fato do referendo ter tido mais de 50% de abstenção faz com que não seja vinculativo, ou seja, não obriga a mudar a lei, mas o governo português já afirmou que acatará a decisão dos que votaram e dará prosseguimento à lei de liberação do aborto nas 10 primeiras semanas de gravidez.
O Movimento pró-vida brasileiro recorda que agora «os portugueses terão de intensificar a luta, especialmente na Assembléia da República, buscando encaminhamentos jurídicos e políticos que permita barrar esta legislação assassina».
«Daí agora o desafio e a responsabilidade redobrada dos militantes pró-vida no Brasil, que certamente terão de enfrentar, talvez brevemente, esse novo combate na Comissão de Seguridade Social e Família, na capital do país.»
«E então? O que fazer?», questiona o «Movimento Legislação e Vida».
«Não podemos dizer que seremos pegos de surpresa, como muitos afirmaram, quando aconteceu, por exemplo, com a aprovação da Lei de Biossegurança, em 2 de março de 2005, quando o Congresso Nacional autorizou o uso de embriões humanos para fins de pesquisa científica.»
O Projeto de Lei 1135/91, que visa despenalizar o aborto no Brasil, foi adiado, na audiência pública de dezembro de 2005; mas poderá ser colocado novamente em pauta.
Por isso, o Movimento pró-vida conclama todos os fiéis a estarem, nesta hora, mais vigilantes, orantes e atuantes, «pois não podemos permitir que o aborto seja aprovado no Brasil».
«Temos que agora estarmos juntos, com os demais organismos defensores da vida, para evitar que aconteça aqui o que não poderia ter acontecido em Portugal.»
«Cabe agora ao Brasil a missão de salvaguardar a vida, dizendo não ao aborto», encerra o texto."
Zenit - Código: ZP07021515 - 2007-02-15
Tuesday, February 13, 2007
Pé ante pé
A ideia é depois ir escrevendo, "postando" à medida do tempo e paciência que tiver e das pesquisas que for fazendo.
Um projecto pessoal - se é que lhe posso chamar projecto - sem ambições nem regras, excepto uma - a da sua própria definição.